ARENA GONZALO PLATA? ROTINA É O URUBU PAPAR A GALINHA E A TORCIDA DO FLAMENGO NÃO PERDOA
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Imagem: Studio FLA-Sampa
A goleada por 4 a 0 do Flamengo sobre o Atlético-MG, dentro da Arena MRV, no último dia 26 de abril, não terminou quando o árbitro apitou o fim da partida. Pelo contrário: para a torcida rubro-negra, aquilo foi só o começo de mais um capítulo de uma longa história de “traumas” atleticanos diante do Mengão.
No mesmo dia da partida, torcedores do Flamengo protagonizaram uma das zoações mais criativas dos últimos tempos ao alterarem, no Google Maps, o nome da Arena MRV para “Arena Gonzalo Plata”. A mudança faz referência direta ao golaço do atacante equatoriano na partida — além, claro, de resgatar memórias ainda mais dolorosas para os mineiros: foi justamente naquele estádio que o Flamengo conquistou o título da Copa do Brasil de 2024, com gol do próprio Gonzalo Plata, o primeiro da história da arena.
E a zoeira não foi passageira. Mesmo após mais de 10 dias, a brincadeira segue ativa: basta buscar por “Arena MRV” que o apelido “Arena Gonzalo Plata” ainda aparece, para desespero dos atleticanos e diversão dos rubro-negros.
Se para o Flamengo isso virou piada, para o Atlético parece ser mais um capítulo de uma rivalidade que, na prática, só existe de um lado. Afinal, historicamente, os confrontos entre as equipes contam uma história bem conhecida.
Tudo começou lá em 1980, quando o Flamengo conquistou o Campeonato Brasileiro em cima do Atlético-MG, com uma vitória por 3 a 2 que até hoje é lembrada como um dos grandes jogos da história. No ano seguinte, pela Libertadores de 1981, veio um dos episódios mais emblemáticos: cinco jogadores do Atlético foram expulsos após entradas violentas, e o Flamengo avançou — um jogo que segue sendo motivo de reclamação até hoje em Belo Horizonte.
Em 1987, mais um capítulo: o Flamengo de Zico, Renato Gaúcho, Bebeto e companhia eliminou o Atlético dentro do Mineirão na Copa União, campanha que terminaria com mais um título brasileiro para o Rubro-Negro.
Pulando algumas décadas, chegamos a 2022. Na Libertadores, o Flamengo voltou a cruzar o caminho do Atlético e, mesmo após um clima hostil em Minas Gerais, respondeu dentro de campo. No Maracanã, a história foi outra: pressão absurda da torcida, ambiente ensurdecedor e classificação rubro-negra, que culminaria no título continental daquele ano.
E como se não bastasse, em 2024, o Flamengo voltou à Arena MRV e simplesmente conquistou um título dentro da casa atleticana, marcando de vez o estádio com sua assinatura.
Diante desse retrospecto, a goleada recente por 4 a 0 só reforça um padrão que já virou rotina. Para o torcedor do Atlético, cada jogo contra o Flamengo parece uma final de Copa do Mundo. Para o rubro-negro, é apenas mais uma partida — que, curiosamente, quase sempre termina do mesmo jeito: com o urubu levando a melhor sobre a galinha.
Talvez por isso a zoeira tenha pegado tanto. Com invencibilidade e título dentro da Arena MRV, a torcida do Flamengo decidiu oficializar o que já parece óbvio: para eles, o estádio já tem dono — e atende por um novo nome.
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